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Situações que sufocam um casamento


I Rs 3:

16 - Certo dia duas prostitutas compareceram diante do rei.

17 - Uma delas disse: "Ah meu senhor! Esta mulher mora comigo na mesma casa. Eu dei à luz um filho e ela estava comigo na casa.

18 - Três dias depois de nascer o meu filho, esta mulher também deu à luz um filho. Estávamos sozinhas; não havia mais ninguém na casa.

19 - Certa noite esta mulher se deitou sobre o seu filho, e ele morreu.

20 - Então ela se levantou no meio da noite e pegou o meu filho enquanto eu, tua serva, dormia, e o pôs ao seu lado. E pôs o filho dela, morto, ao meu lado.

21 - Ao levantar-me de madrugada para amamentar o meu filho, ele estava morto. Mas, quando olhei bem para ele de manhã, vi que não era o filho que eu dera à luz".

22 - A outra mulher disse: "Não! O que está vivo é meu filho; o morto é seu". Mas a primeira insistia: "Não! O morto é seu; o vivo é meu". Assim elas discutiram dian­te do rei.

23 - O rei disse: "Esta afirma: 'Meu filho está vivo, e o seu filho está morto', enquanto aquela diz: 'Não! Seu filho está morto, e o meu está vivo' ".

Este é o trecho que nos traz o início do exercício da grande sabedoria de Salomão. Este foi o primeiro caso que ele precisou resolver. Uma mulher que durante a noite acabou deitando-se sobre o seu filho recém-nascido, por descuido, e o sufocou, e ele morreu. Quando acordou e percebeu o que tinha ocorrido, entrou em desespero, pois convém deixar bem claro que ela não tinha a intenção de mata-lo, ela não o matou por que era uma mãe má: ela o matou por DESCUIDO, matou por que NÃO OBSERVOU BOAS PRÁTICAS de segurança, matou por que NÃO FEZ O QUE ERA CORRETO, matou por que O SUFOCOU.

Onde queremos chegar?

Existem muitos casamentos que estão sufocados, sem ar, estão nas últimas e desfalecendo. Outros que já até morreram sem ar, não por que marido e mulher são ou eram pessoas más, não por que se casaram pensando em um dia se divorciar e fazer os filhos sofrerem, mas por que são pessoas descuidadas, também não estão observando as boas práticas de segurança para preservar o casamento. Pessoas que querem manter o casamento, assim como aquela mulher queria manter o filho vivo, mas não estão tendo o devido cuidado para isso, e se continuarem como estão, acabarão por de repente, de uma hora para a outra, verem que estão com algo morto nas mãos.

Assim como aquela mulher tinha uma lista de possibilidades que poderia ter resguardado seu filho de ser sufocado, nós também queremos trazer algumas ideias nesta mensagem que podem ajudar a evitar que seu relacionamento seja sufocado... você está pronto para ouvir? O primeiro grande ponto que sufoca com muita força um casamento é...

1 – Comunicação problemática

Como maçãs de ouro em esculturas de prata é a palavra falada no tempo certo para ela”. Prov. 25:11

Sabemos que comunicação é base de tudo – se a comunicação não vai bem, nada mais irá. Se o casal tem a habilidade para se comunicar bem, conseguirá se ajustar nas diversas fases que a família vai passar, sejam essas fases boas ou ruins. No entanto, se o casal não adquirir esta habilidade, vai brigar nos momentos ruins e até nos bons! É verdade! Quando a comunicação não flui, até para decidir a troca do carro por um mais novo, a compra de uma casa maior, a viagem de férias pela Europa, tudo será motivo de discussão.


Quero que vocês imaginem algo agora: imagine que você vai fazer uma viagem de 6 meses dentro de um micro-ônibus... todo equipado, geladeira, fogão, cama, tudo! Vai rodar o mundo, parando nos pontos turísticos mais bonitos que existem... só você e seu marido. Sem celular, sem tv, sem computador, só as lindas paisagens da viagem... Qual será a característica que vocês mais precisarão um no outro? Boa comunicação, não é mesmo? Vocês terão que aprender isso para que a LONGA viagem seja agradável um ao outro, para que se entendam.


O casamento é também uma loooonnngaaa viagem que vocês também começam a dois e geralmente também terminam a dois. Ou aprendem a arte da comunicação, ou a viagem vai ser sufocante, cansativa e vai matar o relacionamento de vocês.

“Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” Tg 1:19

2 – Tempo de Qualidade

É interessante como os problemas geralmente são os mesmos: no namoro e noivado os pombinhos davam um jeito de se encontrar, se não tinham tempo, se encontravam no intervalo da aula, depois do culto, no horário de almoço, antes da faculdade, enfim... não tinha obstáculo. Se não tinha dinheiro para o encontro do final de semana, comiam um podrão na praça, e se não tinha dinheiro para o podrão, ficavam sem comer nada, mas não deixavam de se encontrar. Se os pais proibissem o namoro, namoravam escondidos, mas NADA nem NINGUÉM impedia aquele amor.


Então se casam, passam os anos, vem os filhos, os compromissos, e cadê aquela paixão? Aquele fogo? Aquela vontade de ficarem juntos? De namorar, papear, de ir pra praça a sós para ficarem agarradinhos conversando?

Alguns mudaram do vinho para água, outros do vinho para a lama... se tratavam tão bem e hoje é só patada! Com o tempo de casamento, muitos levam o relacionamento como já conquistado, e pensam não precisarem mais se esforçar para agradar. No entanto, não pode ser assim!


Manter o namoro é importante em todos os aspectos da vida do casal... É inclusive quando os filhos aprendem com os pais como deve ser o relacionamento marido e mulher, e assim aprendem também como escolher seus futuros cônjuges.


Voltem a namorar, beijar, abraçar, tocar, acariciar, mandar flores, chocolate, escrever uma mensagem, um bilhetinho, uma carta. Encontrem periodicamente um tempo para namorar a sós, sem filhos, sem família, sem celular, sem redes sociais, sem tv (Quem quer dá jeito, quem não quer dá desculpa).


3 – Falta de empatia

Ter empatia é ter a capacidade de se colocar no lugar do outro, ou como dizem, “calçar os sapatos do outro para sentir onde o calo aperta”. Só quando fazemos isso é que começamos a entender o que o outro sente e o por que de determinadas ações e reações.


O problema com o mundo hoje, com o bairro, com o trânsito, na empresa onde trabalhamos, na igreja que frequentamos, e na nossa casa, nos nossos relacionamentos, é que estamos por demais preocupados em julgar rápido demais, criticar, comparar, mas não nos preocupamos em antes tentar entender, tentar ajudar, oferecer nossa presença, nossos ouvidos, e bombardeamos as pessoas com nossas críticas...


Quer ver só... você já deve ter criticado alguém que fez algo errado, ou deixou a desejar, mas sóóóó depois descobriu que aquela pessoa tinha mil problemas que justificavam aquela situação. Apedrejamos o irmão que não te cumprimentou na rua, mas não sabíamos que ele estava angustiado sem noção do que poria na mesa para a família iria comer no dia seguinte, criticamos o pastor que não pregou um bom sermão, sem saber que ele deixou o filho ardendo em febre em casa, criticamos que nossa esposa está nervosa sem entender que a causa é a maldita TPM que ela não tem culpa nenhuma de ter, e que não é frescura, veio com força total e desregulou os hormônios todos da pobre da mulher, que o marido foi injustiçado no trabalho e foi humilhado e envergonhado na frente dos amigos, e assim por diante.


Se eu tenho empatia, ao invés de fazer uma análise superficial da situação e julgar levianamente, falar coisas e vão causar mais estragos, então vou ME colocar no lugar dos outros e tomar algumas atitudes sábias:

- Olhar com olhos de apoio, carinho, amor, empatia

- Emprestar meus ouvidos, perguntando o que houve, mas sem insistir

- Não julgar

- Oferecer a presença

- Me importar, mesmo que não saiba do(s) motivo(s)

4 - Maus Hábitos

O mau hábito é algo interessante... ele chega depois do namoro, geralmente também depois do noivado. Ele não chega de uma vez... ele é sutil... costuma chegar como aquela música do Martinho da Vila: devagar, devagar, devagarinho... é pra não assustar o outro:

- Se os maus hábitos vierem todos de uma vez, o outro corre e não volta mais.

- Se os maus hábitos vierem antes do casamento, dá tempo do outro desistir de casar.

Por tudo isso é que geralmente, o pior do mau hábito geralmente vem depois do casamento. É quando, algumas mulheres e a maioria dos homens aproveita para pensar: JÁ CONQUISTEI, JÁ CASEI, e pensam que uma certidão de casamento na gaveta vai fazer os cônjuges se manterem românticos e apaixonados mesmo com os maus hábitos do outro. Pensam que uma aliança no dedo manterá um atraído sexualmente pelo outro mesmo com todo o mau hábito do outro:


É falta de banho, porqueiras, toalha molhada sobre a cama, roupas sujas espalhadas pelo chão do banheiro, sabonete no chão do box, desorganização, cuecas com freadas de caminhão, sapatos jogados pela casa, chulé, gazes nos momentos mais inapropriados, falta de asseio, e etc, etc. É claro que a intimidade não vai trazer muitas liberdades ao casal, mas não permitam que comportamentos extrapolem os limites e se tornem nojentos, degradantes...


Pense que aquela pessoa precisa continuar te AMANDO, TE DESEJANDO, TE ADMIRANDO, TE RESPEITANDO!

Conclusão

Queremos partir para a conclusão desta palavra, e nesta conclusão aproveitaremos para falar de um outro desequilíbrio que pode ocorrer dentro de um relacionamento conjugal, e que também pode gerar sufocamento e morte no seio familiar: o Desequilíbrio espiritual.

Para isso abra sua bíblia em II Sm 6:

20 - Voltando Davi para casa para aben­çoar sua família, Mical, filha de Saul, saiu ao seu encontro e lhe disse: "Como o rei de Israel se destacou hoje, tirando o manto na frente das escravas de seus servos, como um homem vul­gar!"

21 - Mas Davi disse a Mical: "Foi perante o Senhor que eu dancei, perante aquele que me escolheu em lugar de seu pai ou de qualquer outro da família dele, quan­do me designou soberano sobre o povo do Senhor, sobre Israel; perante o Senhor celebrarei

22 - e me rebaixarei ainda mais, e me humilharei aos meus próprios olhos. Mas serei honrado por essas escravas que você mencionou".

23 - E até o dia de sua morte, Mical, filha de Saul, jamais teve filhos.

Davi estava num nível espiritual altíssimo, cheio de alegria pela arca. Nada era mais importante para ele que aquele momento... ele não se importava com protocolos... com regras pré-estabelecidas.. ele só queria festejar o momento... a arca era a grande representação da Presença do Senhor de volta para casa... mas Mical tinha outras preocupações, outras prioridades

- A paixão de Davi era uma, de Mical era outra;

- A preocupação de Davi era uma, de Mical outra;

- A intensidade da adoração de Davi era uma, a de Mical era outra.

Vemos muitos casais assim, com focos direcionando para lado opostos, assim, quando caminham, não andam lado a lado, de mãos dadas, juntos e firmes num propósito, em consonância. (Amós 3:3 – “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo”?)


Aquela mulher na leitura bíblica inicial não queria ter matado seu filho, acabou matando por não ter cuidado. Você certamente não se casou querendo ver esta família ser destruída, mas se não tiver cuidado, vai cometer erros que vai sufocar e mata-la.

Você precisa tomar a decisão de ajustar o foco para conseguir andar junto e lado a lado com seu cônjuge, não em disputa. É momento de analisar, conversar, refletir e tomar decisões de eliminar todos os perigos que podem sufocar e matar o seu relacionamento.


Talvez alguém tenha avisado àquela mulher que era perigoso dormir com aquele bebê recém-nascido, talvez tenham dito que ela poderia sufocar e matar... mas ela preferiu ignorar, preferiu crer que nada ia acontecer, preferiu ignorar, e depois nada podia restaurar a vida do seu filho.

Hoje Deus está te dando a oportunidade de ouvir conselhos... e os conselhos estão chegando... mas a decisão de dar ouvidos é totalmente sua...


Pr. Edvanderson.





Tags: Pr. Edvanderson, Pra. Alexandra, Ministério Vinho Novo, Família, Casal, Casamento, Relacionamento familiar

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