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Relações Familiares Parasitárias



Esta semana estava ouvindo uma pregação, e um fato vivido pelo Pr. Luiz Hermínio me chamou atenção. Ele contou que estava trabalhando num projeto com crianças marginalizadas, crianças de rua, crianças muito pobres vivendo em favelas. Todos os dias ele tinha problemas de mau comportamento de um ou outro, mas havia um deles que todos os dias fazia algo errado, e o pastor já não sabia mais o que fazer com ele. Conversar não adiantava, castigo idem, nada. A idade dele? Apenas 9 anos de idade! Nove!


O pastor resolveu mudar a tática, e pensou: esse menino já deve ter correção demais, já deve ver brigas demais, violência demais, gritos de mais, falta de reconhecimento de suas qualidades, então vou fazer o contrário. Certo dia, como ele sempre fez com qualquer criança, o pastor abraçou esse garoto, e o menino se virou para ele muito agressivo e disse: “que que é isso? Tá pensando que eu sou uma de suas negas pra você vir me abraçar?”. O pastor ficou assustado! Nove anos e com esse linguajar! Mas ao mesmo tempo percebeu que aquele garoto não conhecia afeto, carinho. Muito menos afeto vindo de uma figura masculina. A partir daí o pastor foi conquistando o garoto devagarzinho, e em alguns meses o garoto se transformou do pior aluno do projeto ao melhor aluno, e só chamava o pastor de ‘pai’.


Tempos depois esse pastor já não fazia mais parte deste projeto, e havia sido prometido que o melhor aluno desta escola ganharia uma bicicleta do prefeito numa grande festa. O pastor Luiz Hermínio não estaria na cidade neste dia, mas o menino pediu muito a presença do seu novo ‘pai’. O pastor se comoveu bastante com o pedido e foi, e quando o menino foi chamado pelo prefeito, com a linda bicicleta na mão, sonho de qualquer garoto pobre como ele, o menino passou pela bike e foi dar um longo abraço, eu disse abraço, no pastor... aquele menino que não conhecia toque físico, que havia sido o pior aluno do projeto, agora era chamado para receber o prêmio de melhor aluno, ele mesmo, estava adiando por alguns minutos segurar a sua bicicleta para dar e receber um abraço.


Essa história me chamou atenção, e mesmo sendo um pouco longa, fiz questão de trazê-la a vocês pois será uma importante introdução para nossa palavra de hoje. Vivemos num mundo cada vez mais carente... carente de amor, de carinho, de afeto, de olho no olho, de empatia, de um se colocar no lugar do outro, carente de reconhecimento, carente de pequenos sacrifícios hoje, mas que farão grandes diferenças amanhã...


Vivemos num mundo carente, uma carência crescente que explode em doenças psicossomáticas, doenças da alma, depressão, ansiedade, e culmina em suicídio cada vez mais e mais cedo.


Você que me ouve, e que prestou atenção em cada detalhe do que disse até aqui talvez esteja pensando: “puxa vida, este é o meu caso, estou tão carente! Estou carente de atenção do meu marido, ou carente de cuidado dos meus pais, ou de reconhecimento dos meus filhos”. Escute: Eu creio sim que talvez muitos de vocês estejam passando por situações assim nesta noite. Sinceramente creio. Talvez você esteja sofrendo, carregando esta dor a meses, ou a anos, e eu quero dizer a você que hoje Deus pode liberar uma palavra que pode mudar a sua história... você crê?


Mas eu queria te pedir algo diferente hoje... você pode prestar atenção no meu pedido? É que geralmente quando ouvimos uma pregação, pensamos, “essa benção é pra mim”, “esse é o meu momento”... “essa promessa eu tomo posse hoje”, “esse concerto aí.... ahhh... é pra meu marido...”, “esse erro aí quem comete é a minha sogra”, “poxa vida, fulana deveria ter vindo no culto hoje, essa palavra é pra ela”... mas hoje, como disse, quero pedir que em tudo o que for dito, você aplique em SUA VIDA cada sugestão de mudança.


Entenderam? Aplique nos seus comportamentos, nas suas atitudes, no seu modo de pensar cada uma destas mudanças! Aponte pra você e diga: “Essa mensagem... é pra mim”. Sabe por que estou pedindo isso? É que a cada dia parece que damos menos, e queremos mais... já ouviram falar em “relações parasitas”? Pois é...

Provérbios 30:15 - "A sanguessuga tem duas filhas: Dá e Dá (Me Dá, Me Dá). Estas três coisas nunca se fartam; e com a quarta, nunca dizem: Basta! 16 - A sepultura; a madre estéril; a terra que não se farta de água; e o fogo; nunca dizem: Basta!"

A sanguessuga é um verme formado por anéis, 34 segmentos, nas quais alguns deles sugam o sangue do seu hospedeiro. Ela tem uma mordida quem já vem com anestésico, e portanto é indolor ao hospedeiro... a saliva da sanguessuga tem substâncias anticoagulantes, o que impede a cicatrização do sujeito. Ela pode sugar até 10x o seu próprio tamanho...


De acordo com o escritor Agur de Provérbios 30:15, a sanguessuga tem duas crias gêmeas com o sugestivo nome “Dá”, “Dá”. Elas são comparadas a três coisas que nunca se fartam, e quatro que jamais dizem “basta”: a sepultura (Inferno), a madre estéril, a terra que não se farta de água, e o fogo, que em sua fúria, jamais se sacia. Qualquer semelhança das gêmeas Dá Dá com algumas pessoas e alguns relacionamentos não é mera coincidência!


Desta forma, então como as carências serão supridas se cada um só quer receber, mas não quer dar? Se cada um se acha merecedor, mas não doador? Se ninguém se coloca como devedor, mas como credor? Tanto é verdade essa relação parasitária cada vez maior que a infidelidade aumenta cada vez mais: “ele/ela tem mais para (para o que?) me o-fe-re-cer do que meu cônjuge atual”... então se separa, e pula para o outro galho, onde aparentemente tem mais do que tinha no anterior, e depois pula para outro que parece melhor, mais atrativo (grama mais verde)... e assim sucessivamente numa busca por quem dê mais, faça mais, tenha mais, seja melhor que o atual ou o anterior.


Isso faz sentido para vocês?

Isso se parece com o que vocês também estão vendo acontecer?

Para ficar um pouco mais claro, me permitam segmentar um pouquinho e dar uns exemplos dentro de cada papel familiar:

Vamos começar com...



Pré adolescentes, adolescentes e Jovens

Será? Será que existem neste meio alguns que não querem ajudar os pais nas tarefas domésticas, que não querem estudar o suficiente para tirar excelentes notas, que não ajudam a lavar o carro, que reclamam pra lavar um banheiro, mas que querem celulares mais e mais modernos, que reclamam se o wifi de casa não é o mais rápido, que pedem televisores grandes, que pedem todos os canais de tv possíveis, viagens para os melhores destinos? Será?


Se isto acontece, não seria este um belo exemplo de uma relação desbalanceada? Adolescentes e jovens, quem disse que o pai de vocês é obrigado a dar celular? Tablet? Tv? Tv a cabo, Wifi? Etc? Onde está escrito isso? Se vocês não equilibrarem a balança e não fizerem a parte de vocês, sabiam que seus pais podem cortar tudo isso?


E olha que ainda estamos no campo das tecnologias... mas e no campo emocional, será que seus pais precisam ficar mendigando um afeto? Um carinho? Ou pior ainda, será que seus pais precisam mendigar respeito? É fácil o pregador chegar aqui e cobrar dos pais que façam, e façam e façam pelos filhos, mas e vocês, o que fazem pelos pais?

Prestem muito atenção no que vou dizer: Geralmente, adolescentes e jovens só valorizam os pais em duas situações, vocês sabem quais? Quando também se tornam pais e/ou quando perdem os pais... Vocês têm a oportunidade de valorizar hoje... de equilibrar melhor esta balança hoje. De beijar, abraçar, amar, fazer cartinhas de amor, de retribuir amor, valorizar, de elogiar, de fazer uma selfie diferente (ao invés de com o amorzinho ou com a amiga(0), fazer com o pai ou com a mãe e colocar uma declaração de amor fora de hora).

Não espera ser tarde demais pra isso!


Entre marido e mulher

Nesta relação geralmente há uma sensação constante de desequilíbrio na balança; o marido achando que faz mais pela esposa que ela por ele, ela achando que ele é um inútil, e se veem sempre como credores, e sempre o ouuuutttrrrro como devedor, e nunca se entendem... Qualquer coisa que o outro faça “não fez mais que a obrigação”... com isso NÃO HÁ VALOR, NÃO HÁ RECONHECIMENTO... NÃO HÁ GRATIDÃO!


É por isso que às vezes você faz algo por alguém e ele nem te agradece... por que ele te vê como devedor... não é adolescentes? Acham que os pais são obrigados a dar, dar, dar, então quando eles dão um presente que suaram pra comprar, às vezes nem demonstram gratidão!


Mas se marido e mulher se vissem sempre um como devedor do outro... qualquer coisa que o outro fizesse, “oh, meu amor! Puxa... como você é incrível... como você se supera a cada dia! Eu não mereço você, meu anjinho!” Assim como o Ap. Paulo se colocou como devedor de gregos, bárbaros, sábios ou ignorantes, nós precisamos aprender a fazer o mesmo! (Rm 1:14)


Vamos decidir elevar nosso nível de relacionamento conjugal a um outro patamar... esse ‘elevador’ tem que parar de descer a cada ano que passa... alguns já chegaram no subsolo, casamento ficando ruim, monótono, sem graça, sem tempero, elevador no solo, subsolo, sal, pré-sal, magma terrestre... não! Vamos subir! Subir... voar, voar, subir, subir!!!


Mães

É em casa que nossos filhos “ensaiam” os primeiros relacionamentos, e vão levar isso para a vida adulta. Partindo desse pressuposto, o que eles vão levar? Vocês já ouviram dizer que não se deve ir ao mercado com fome? Por que? Mas muitos pais estão enviando seus filhos para o mundão carentes de afeto, carentes emocionalmente, e quando aparece o primeiro garanhão ou a primeira periguete oferendo afeto, interesseiro ou não, os adolescentes acabam embarcando perdidamente, engravidando e atrapalhando todo o futuro.


Até a correção na dosagem certa, no momento certo e pelos motivos corretos é sinal de amor. A Bíblia diz que quem ama o seu filho, o corrige! Se você leva a maternidade no piloto automático, você não faz sua parte, pode parecer muito cômodo hoje, mas lá na frente vai perceber que falhou! Que não fez sua parte! Mães permissivas, acham mais fácil deixar pra lá pois tem preguiça de educar, corrigir... que acham que dá Trabalho ficar mandando o filho ‘arruma o quarto, arruma seu quarto, arruma o seu quarto... afff... é mais fácil eu arrumar!’ Daí seu filho percebe isso e nunca mais faz nada; você se mata de trabalhar e vira uma escrava dentro de casa, e eles crescem achando que a vida é isso e que sempre vão poder fazer isso! (no trabalho... no casamento...)


Já ouviram aquela história do jovem no corredor da morte que pediu para ver a mãe? Quando ela chegou, ele pediu para dar um beijo nela... ela se aproximou e ele arrancou um pedaço da Bochecha dela. Ele disse: “Isso é pra você não esquecer que eu estou aqui no corredor da morte por que você nunca me educou. Quando eu roubava meus amigos da escola você me achava esperto. Quando eu comecei a furtar os vizinhos, você gostava dos presentes... nunca me perguntou de onde eu trazia... agora eu estou aqui e você tem grande culpa nisso".


Papais

Vocês se recordam da história que introduziu esta mensagem, e as consequências da falta do afeto de um pai na vida daquele menino? Um policial do BOPE (não lembro se de SP ou RJ) fez um estudo na qual ele colocou uma micro câmera GOPRO em seu fuzil, e sempre que ele entrava em favelas ou outros lugares e fazia abordagens em meio a adolescentes e jovens delinquentes e marginais, ele sempre perguntava: “onde está o seu pai?” A intenção era justamente saber o efeito da ausência do pai na vida desses jovens, e o resultado do estudo foi surpreendente, as respostas eram sempre: FOI EMBORA, NÃO SEI OU MORREU.


As pessoas não tem noção da importância da paternidade, do poder da paternidade e o quanto ela traz de referência, direção, limite, provisão aos filhos, mas isso está cada dia mais sendo delegado às mães, aos avós, à escola. Mas na maioria das vezes é a mãe que educa, que disciplina, que vai à escola nas reuniões, que conversa com os professores, que faz tudo o que é relacionado aos filhos...


Eu fiz algumas pesquisas e quero mostrar para vocês... quero chamar à responsabilidade de vocês agora. Quero destacar que estas pesquisas se referem a pais ausentes que NÃO MORAM com os filhos e pais ausentes QUE MORAM com os filhos, mas que também são ausentes na vida deles! Entenderam? (É regra que a ausência do pai vai ocasionar isso que vou ler agora? Não em 100% dos casos, mas estatisticamente as chances são grandes!)

Pesquisa A - ... 72% dos adolescentes envolvidos em assassinatos, 60% dos envolvidos em casos de estupro e 85% dos detentos do sexo masculino cresceram sem a presença do pai. Os pesquisadores registram, também, que a repetência escolar é duas vezes maior entre crianças que crescem em lares sem a presença paterna e que 3 em 4 suicídios ocorrem em situações nas quais o pai não se faz presente.

Pesquisa B - Realizada com os internos da Fundação (CASA) do Estado de São Paulo, indicou que a maior parte dos pesquisados... vivia só com a mãe...

Pesquisa C - Os pesquisadores avaliaram adultos com sintomas depressivos e identificaram história de maus-tratos na infância e falhas no estabelecimento do vínculo com seus pais. O resultado indica relação entre sintomas psiquiátricos infantis com ausência paterna e/ou dificuldade de relacionamento pai-filho.

Pesquisa D - Pesquisadores norte-americanos avaliaram crianças com sintomas antissociais, e o resultado registrou ausência paterna.

Pesquisa E - O estudo realizado em um setor pediátrico de um hospital público de São Paulo registrou que, em crianças sem o acompanhamento paterno durante a hospitalização, surgem efeitos como angústia, culpa, depressão, sensação de abandono, inapetência, falta de iniciativa/apatia, problemas de sono, tristeza, diminuição da vocalização, regressão no processo de maturação psicoafetiva, agressividade, ocorrência de infecções e manifestações psicossomáticas.

No Brasil, uma pesquisa do Datafolha revelou que 70% dos menores infratores internados na antiga Febem não viviam com o pai.

Essas crianças são mais propensas à delinquência e a problemas com a lei. Tem sete vezes mais probabilidade de engravidar na adolescência e maior chances de sofrer maus tratos e negligência. Crianças que sofrem com a ausência do pai são mais propensas ao uso e abuso de álcool e drogas, duas vezes mais propensas à obesidade e ao abandono dos estudos.

(Fonte: http://rbp.celg.org.br/detalhe_artigo.asp?id=103)

A figura do pai é tão importante que o próprio Deus desejou pra si esta figura, e desejou manter esta relação entre nós e Ele: Deus Pai e sua criação, e seus filhos! Ele poderia ter mantido apenas a relação Senhor x Servo, mas Ele quis mostrar sua paternidade a nós! Esta figura do Deus Pai é para cada pai nesta noite o exemplo vivo do que é ser pai: alguém que ama incondicionalmente, que zela, que cuida, que protege, que provê, que dedica tempo, que gera limites... um pai que não fere, que não te violenta, não te agride, uma Pai que não decepciona, que não abandona.


Muitas pessoas hoje possuem grande dificuldade em chamar Deus de Pai por que possuem uma péssima imagem do que é um pai: tiveram um pai autoritário, um pai que não provia, um pai que traia a mãe, que agredia, que chegava bêbado em casa, e agora quando pensa em Deus como Pai, vem a imagem do pai que tinha e pensa: “mas pai é algo repugnante!”.

Se este é o seu caso, Deus quer tratar esta questão em você:

1 – Ele quer renovar a sua visão distorcida de pai...

2 – Ele quer fazer você experimentar a paternidade dEle, uma paternidade totalmente diferente daquela que você talvez tenha vivenciado...

3 - Ele quer que você libere perdão para o seu pai, seja ele vivo ou não...

4 – Ele quer te fazer experimentar a adoção que só Ele pode proporcionar... de um Pai que nunca te decepciona...

Solte-se de tudo o que te impede de receber a Deus como Pai.

Relaxe desta tensão, deste medo de se frustrar... Deus não é como homens que frustram os filhos!

Deseje!

Peça!

Permita que ele te abrace e adote!


Pr. Edvanderson.




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